
Com um enérgico espectáculo de estética futurista e um glamoroso vocalista, a banda alemã fez delirar a audiência, abaixo dos 17 anos, que inundou de gritos a Movistar Arena.
O curto som de um par de instrumentos que experimentavam o seu tom para o espectáculo causou a histeria das jovens de quinze anos presentes que demonstraram o quão preparadas estavam as suas gargantas para receber os seus ídolos.
Às 21:02 as luzes apagaram-se e ficou claro que os Tokio Hotel, são uma banda que entende os seus fãs e explora todos os recursos que lhe permitem manter em alta os níveis de ansiedade do seu público. Depois de as deixar a gritar durante quatro minutos, finalmente caiu a grande tela que ocultava o palco, apareceu o guitarrista, o baixista e o baterista e a partir do solo emergiu numa alta plataforma a estrela da noite: o vocalista do quarteto, Bill Kaulitz.
Abrindo com o tema Noise, Kaulitz tomou as rédeas do espectáculo exibindo a sua aparência exuberante que se caracteriza pela ambiguidade e pelo vestuário vanguardista.
Envergando um justo fato negro que combinava com diferentes aplicações na parte superior que incluíam espinhos, brilhos e até tubos fluorescentes, o cantor de 21 anos moveu-se com autoridade sobre o palco interpretando um total de 19 músicas rock/pop alemãs que incluíram os temas mais importantes como: World Behind My Wall, Ready, Set, Go!, Automatic eMonsoon.
Com quatro álbuns na sua carreira, a banda alemã interpretou correctamente uma setlist previamente ensaiada (igual à do Brasil e do Perú) que demonstrou alguma falta de improviso e virtuosismo, mas que cumpriu cabalmente com as expectativas do público que cantou em uníssono cada uma das músicas como se todas elas se tratassem do maior êxito da sua carreira.































